Hoje em dia, com as novidades do mundo moderno, muitos alunos trocam o estudo pelo lazer. Poucos conseguem dividir o tempo de forma equilibrada para essas duas atividades. Alguns jovens, pelas mais variadas razões, despertam um pouco tarde e outros nem despertam para a necessidade de adquirir conhecimentos e progredir na vida. Pais e responsáveis lutam para manter os filhos focados nos estudos, mas a verdade é que é difícil para a criança assimilar o conceito e a necessidade da escolarização.
Uma cena comum em muitos lares: estudantes chegam da escola, trocam de roupa e só querem diversão. O que fazer? Videogames e jogos de computadores, por exemplo, são grandes concorrentes dos velhos livros. Essa situação acaba gerando baixo rendimento escolar, um fator preocupante quando se aproxima o fim de ano, período das provas finais.
Para o pedagogo e professor Leandro Chamma, do Grupo Cerc de Educação, no Rio de Janeiro, cabe aos profissionais da educação a tarefa de estimular a criança a participar das atividades de estudo. “Hoje em dia, o aluno recebe uma grande quantidade de estímulos externos, comprometendo a sua própria capacidade de concentração. Atualmente, está muito em moda dizer que o estudante tem déficit de concentração, só que todos têm esse problema. Não dá para ficar quatro ou cinco horas estático, sentado numa cadeira, prestando atenção a um quadro, como acontecia há 10 ou 15 anos.”
Superando traumas
No campo psicológico, uma série de fatores são desencadeantes para que esse cenário de desinteresse pelo estudo se estabeleça. De acordo com a pedagoga Fátima Marques, que trabalha no Projeto Ler e Escrever, da Igreja Universal do Reino de Deus, “o aluno pode estar passando por um problema familiar, como, por exemplo, separação dos pais; pode estar sofrendo algum tipo de agressão; pode ser vítima da violência urbana; ou até estar envolvido numa atividade de trabalho precocemente, para ajudar na renda da casa. Todas essas situações deixam o estudante mais retraído. A escola precisa ter um olhar humano, pois os traumas psicológicos sempre levam a resultados negativos”.
Com uma família estruturada é possível traçar um caminho, levando o jovem a pensar no seu futuro. A motivação para aprender é um desafio que o cidadão tem que manter a vida inteira, não só nos estudos, mas também no trabalho. “Quando surge um problema com um aluno, deve ser detectado primeiramente pelo professor, que o encaminha para o Serviço de Orientação Educacional (SOE). Cabe a um psicólogo procurar a família. A solução deve surgir da ação de todos”, orienta Leandro.
Técnicas motivacionais
Atualmente, com a “Era do Conhecimento”, o grande diferencial é dominar cada vez mais as técnicas e recursos que estão surgindo. “As propostas pedagógicas modernas orientam os profissionais a fazerem um trabalho diferenciado, mudando a dinâmica dentro da sala de aula, sempre que possível utilizando ferramentas novas, introduzindo jogos, trabalhos e atividades extracurriculares. É importante trabalhar com as novas mídias, utilizar os canais de relacionamentos da internet como twitter, facebook, etc. Esse é o ambiente do estudante. Hoje, o aluno não é mais passivo, ele quer interagir. O educador deve funcionar como um moderador, um fornecedor do bom conteúdo”, analisa o professor.
Quando o cansaço e o desânimo surgirem numa jornada de estudo, Fátima Marques recomenda que “o aluno mude de programação e tente preencher o tempo com alguma atividade diferente para que a mente possa ficar mais leve. O retorno deve acontecer somente quando a pessoa estiver melhor e mais relaxada”.
Uma agenda com uma programação bem equilibrada ajuda no rendimento e na motivação. “Auxilia muito criar um hábito de estudo. Através dessa iniciativa, o educador deve orientar na criação de horários para tarefas diárias, tanto na escola como em casa. Novamente, tudo com apoio da família”, conclui Leandro Chamma.
Agência Unipress Internacional